segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Capa (apresentação da equipe)

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE
Campus Tauá


Curso: Técnico em Redes de Computadores 
Série: 1º Ano do Ensino Médio Técnico Integrado
Turma: 20172.17101.2


Disciplina: GEOGRAFIA II
Professor: Felipe Antônio Dantas Monteiro


Tema do Seminário:
Seca no Nordeste: DNOCS, açudagem, poços e convivência.

Alunos que compõem a equipe:
1 - Anna Melissa Noronha Oliveira
2 - Joiciane Alves de Lima
3 - Marcos Gabriel Lima de Oliveira
4 - Maria Isadora Gonçalves Martins de Oliveira 
5 - Matheus Almeida de Sousa


Líder da equipe: Anna Melissa Noronha Oliveira

Sumário


Viúvas da Seca:
DNOCS: 
Poços:                         
Fontes de Pesquisa:

sábado, 16 de setembro de 2017

Introdução

Dentre muitos aspectos existentes na região Nordeste há muitos anos, o que possui maior destaque é a seca. O sertão do nordeste nos apresenta temperaturas elevadas e com poucas chuvas.
A seca, além de ser um problema climático, provoca também a falta de recursos econômicos, trazendo grandes consequências. Com a falta de água se torna complicado a criação de animais e a agricultura, proporcionando fome e miséria. Com estas situações, muitas pessoas decidem sair de seu local, a procura de melhores condições de vida.
Ao contrário do que muitos pensam, nem toda a região Nordeste é atingida pela seca. Ela se concentra numa área chamada Polígono das Secas. Essa área é composta por Alagoas, Bahia, Ceará, o norte de Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Alguns fatores da região que aumentam os impactos da seca são: vegetação de pouca folhagem, baixo índice pluviométrico, solo seco e o clima semi-árido.


Viúvas da seca

Efeitos da seca na cidade de Tauá-CE (1983)


DNOCS

Além de prestar socorro aos atingidos pelas secas, o departamento é responsável por diversas obras no Nordeste, como estradas, hospitais, escolas e linhas de transmissão dando atenção especial na montagem de sistemas hídricos.
        Com o passar dos anos, veio a concentrar suas atividades nas áreas de recursos hídricos, piscicultura e irrigação, além de ser a mais antiga instituição federal com atuação na região Nordeste. 

Criação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas:
 O DNOCS foi criado em 21 de outubro de 1909 como o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas, pelo Decreto nº 7.619. Em 1919, tornou-se Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas. Em 1945, assumiu a sua denominação atual sendo, posteriormente, transformado em autarquia, com alterações introduzidas pela Lei nº 10.204 de 2001. O DNOCS encontra-se vinculado ao Ministério da Integração Nacional.

       Área de atuação:
      A área de atuação do departamento compreende os estados abrangidos pelo Polígono das Secas e caracterizada como região semiárida do Nordeste.

         O DNOCS trabalha na construção emergencial de dez adutoras de montagem rápida no Ceará e a de Caicó, no Rio Grande do Norte, que, segundo o diretor-geral, Angelo José de Negreiros Guerra, estarão finalizadas até o final de 2017. Também estão sendo trabalhados os projetos de irrigação de Tabuleiros Litorâneos (PI), Baixo Acaraú e Araras Norte (CE) e Santa Cruz do Apodi (RN).

Açudagem

Um açude é uma construção feita em um curso de água com o intuito de desviar ou deter o recurso hídrico a fim de abastecimento, irrigação ou produção de energia.
O processo de açudagem no nordeste não é uma prática nova. Contata-se que essa prática é tão antiga quanto a colonização portuguesa nessa parte do país. Apesar de ser uma forma de convivência com a seca, é dotada de problemas. Primeiro por se tratar de políticas públicas, envolvendo influência política, esquemas de corrupção, entre outros. Outro aspecto que torna difícil é a falta de chuvas na região e a evaporação acelerada. Por último, mas não menos importante, há o fato de  evaporação não levar só água, mas também sais das rochas. Quando chove, esse sal volta ao açude e deixa a água salgada e imprópria pra consumo.
No Nordeste brasileiro existem pequenos, médios e grandes açudes. Os grandes açudes são aqueles em que se desenvolvem as principais atividades de irrigação, piscicultura e abastecimento das populações na região. Eles são construídos através do poder público e evidenciam órgãos como o DNOCS na sua construção e no manejo de suas águas, nos chamados perímetros irrigados. Os pequenos e médios açudes, com volumes até 200.000 m³, representam 80% dos corpos de água nos estados do Nordeste. Nesses menores açudes é onde ocorre maior incidência de salinização por conta da evaporação elevada.
A seca, particularmente, por ser um fenômeno natural, previsível, possibilita que políticas públicas de combate, adaptação e convivência com o semiárido sejam planejadas. 

        05 maiores açudes do nordeste


Açude
Capacidade (m3)
Cidade
Cidade
01. Castanhão
6,700 bilhões
Jaguaribara
Ceará
02  Boa Esperança
5,000 bilhões
Gadalupi
Piaui
03. Armando Ribeiro
2,400 bilhões
Açu
R.G.do Norte
04. Orós
1,940 bilhões
Oros
Ceará
05. Banabuiú
1,600 bilhões
Banabuiú
Ceará

Poços

Aparentemente, a solução para a seca no nordeste não está na superfície, mas sim no subsolo. A região dispõe de aquíferos com capacidade suficiente para pelo ou menos amenizar a seca. Isso acontece pois as reservas de águas subterrâneas são particularmente grandes em regiões de rocha sedimentar. A região Nordeste tem 70% de cristalino e 30% de sedimento. Este último está concentrado no litoral e parte da Bahia. O cristalino predomina no interior da maior parte dos estados, onde consequentemente o clima é mais árido. 
Engana-se quem pensa que os aquíferos são uma nova descoberta. O uso de poços artesianos e semi-artesianos escavados com enxada são comuns no continente desde a época colonial.

Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que, além de tratar do problema político-administrativo das águas subterrâneas, é preciso investir na pesquisa sobre os recursos hidrológicos brasileiros para que se possa avaliar a melhor forma de explorá-los. Além de que qualquer um pode cavar um poço e ele se torna particular.

Convivência com a seca

Diferença entre combate e convivência com a seca
Desde a década de 1980, entendeu-se que não era possível "combater" ou "enfrentar" a seca. Mudou-se, então, o olhar, aparecendo a palavra "convivência" como mais apropriada. O entendimento é de que, se por um lado o fenômeno natural sempre ocorreu e deverá inclusive se agravar e, por consequência, não dá pra ser combatido, por outro, pode-se desenvolver propostas e experimentar alternativas baseadas na ideia de que é possível e necessário conviver com ele.                       
Que medidas vêm sendo tomadas para mitigar os efeitos da seca?
No ano de 1891 foi incluído na Constituição Brasileira um artigo que obrigava o Estado a socorrer áreas atingidas por desastres naturais, entre eles a seca. Atividades de combate aos efeitos desse fenômeno – como construção de açudes e barragens, perfuração de poços, assistência à população com distribuição de alimentos, formação de "frentes de trabalho" etc. – iniciaram-se em 1909, com a criação da Inspetoria de Obras Contra as Secas (Iocs), posteriormente denominada Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).
 Desde então, diversas medidas têm sido tomadas, de forma que mesmo tendo ocorrido recentemente no Nordeste a maior seca dos últimos 50 anos, os efeitos para as populações foram bastante minimizados em função das políticas públicas existentes.
Soluções para convivência com a seca

Não existe uma receita pronta e que sirva para todos. Entretanto, é essencial que as famílias tenham acesso à água para consumo humano, para consumo animal e, em alguns casos, para alguma produção. Além disso, é necessário que se tenha uma leva de terra com tamanho e qualidade suficiente para o sustento dos agricultores e de suas famílias.
 Havendo políticas que garantam isto, e entendendo que para se conviver nesse ambiente torna-se necessário ter sistemas de produção diversificados com cultivos alimentares, culturas de renda e, principalmente, pequenas criações, é preciso, cada vez mais, trabalhar com plantas mais resistentes (buscar inclusive opções entre espécies nativas), animais mais rústicos ainda que menos produtivos, além de se buscar uma harmonia com o ambiente em que se vive. Outra questão crucial para a convivência é a efetiva assistência técnica e extensão rural.

Conclusão

Como visto nas postagens anteriores, o Nordeste sofre com uma longa seca que afeta duramente a vida da população. Se as políticas públicas fossem mais eficazes, os aquíferos fossem mais explorados em prol da população e as atividades de convivência fossem melhor aproveitadas, a população seria menos atingida.
 A seca é um problema que sempre afetará essa parte do país, então não há como combatê-la. Há apenas como conviver com ela, criando animais que se adaptem melhor e semeando plantas que suportam a falta de água. O nordeste é uma região riquíssima em cultura e força, e merece políticas que a apoiem e ajudem a se desenvolver. 

Fontes de Pesquisa





Capa (apresentação da equipe)